vacina-ou-mamografia-outubro-rosa

Outubro rosa: vacina ou mamografia?

Especialistas alertam para a necessidade de intervalo entre vacina da Covid-19 e a realização de exames de rastreamento de câncer de mama. Saiba mais.

Após os recentes mutirões de vacina contra a Covid-19, alguns centros de medicina diagnóstica do País verificaram a ocorrência de gânglios aumentados nas axilas de mulheres que tomaram a vacina e realizaram exames de mamografia ou ultrassonografia de mama na sequência.

Esse fato observado foi comprovado por estudos recentes que afirmam que entre 15% e 16% dos pacientes na faixa etária de 18 a 64 anos apresentaram aumento do volume dos linfonodos cerca de 2 a 4 dias após a vacina.

“Toda vez que tomamos alguma vacina que evoca uma resposta imune forte, seja contra o sarampo, varíola, gripe ou mesmo contra Covid-19, pode ocorrer reação inflamatória dos linfonodos na axila, no mesmo lado do braço que recebeu a vacina”, explica a radiologista Carla Benetti, da BP Medicina Diagnóstica, marca da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo para serviços diagnósticos e terapias.

“Por isso, a anamnese, isto é, aquela conversa prévia que o médico tem com a paciente antes dos exames como os de rastreamento de câncer de mama, como mamografia e ultrassonografia de mamas, por exemplo, deve incluir perguntas sobre o status da vacinação, a data que ela foi realizada, qual o braço recebeu a dose e qual o tipo de vacina recebida, de forma a não haver nenhum fator que influencie o diagnóstico”, explica a médica.

De acordo com João Prats, infectologista do Hospital BP, um dos hospitais da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, os gânglios linfáticos (linfonodos) são estações do corpo onde há uma grande quantidade de células de defesa (linfócitos principalmente).

Durante uma resposta imunológica, o mecanismo natural de defesa é que uma amostra da infecção/vírus seja levada para o linfonodo, como se fosse uma base. Lá, essas células de defesa se multiplicam para combater a ameaça e montar uma resposta imune”, conta o médico.

“No caso das vacinas, é natural o aumento dos linfonodos, já que o sistema imunológico foi estimulado para que as células combatam a infecção. Os linfonodos mais palpáveis no corpo humano costumam aparecer na axila e na virilha e, em algumas vezes, no pescoço”, explica João Prats.

Recomendações

De acordo com recomendações do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e endossadas pela BP Medicina Diagnóstica, os exames de rastreamento para câncer de mama (pacientes assintomáticas) devem ser realizados antes da primeira dose ou após 4 semanas da segunda dose da vacina para Covid-19.

Já no caso de detecção de um aumento palpável de gânglio axilar unilateral em mulheres que receberam a vacina nas 4 semanas anteriores (sempre no lado que recebeu a imunização), sem lesão mamária suspeita concomitante, a recomendação é realizar uma nova ultrassonografia de mama para controle após 4 a 12 semanas da segunda dose da vacina.

No caso de persistência do achado o médico deve, então, considerar a biópsia do linfonodo para excluir qualquer outra etiologia que não seja reacional, como uma possível doença maligna oculta da mama”, conclui a radiologista da BP.

Autor Julianna Santos

Relações Públicas, atuante em assessoria de imprensa e gestão de conteúdo para internet. Pós graduada em Educação Sexual pelo ISEXP – Instituto Brasileiro de Sexualidade e Medicina Psicossomática da Faculdade de Medicina do ABC, atendeu a várias empresas e profissionais do ramo erótico de 2002 até atualidade, estando inclusive a frente da sala de imprensa da Erótika Fair de 2002 a 2010. Também é certificada em Inbound Marketing pelo HubSopt Academy.

LEIA TAMBÉM

alimentos-candidiase

Alimentos para evitar quando está com Candidíase

A candidíase é provocada pelo fungo Candida albicans, e pode causar coceira, corrimento branco grumoso, ardor local e para urinar, dor durante as relações sexuais e vermelhidão. Por Erica Mantelli*

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *