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Novembro Azul: Brasil deve registrar 215 mil novos casos de câncer de próstata no triênio 2023-2025

Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para o triênio 2023/2025 aponta que são previstos 71.740 casos novos por ano de câncer de próstata, o mais comum entre os homens, o que representa aumento de mais de 16 mil novos casos quando comparado com o período de 2020 a 2022.

Os números reforçam a urgência da conscientização do público masculino sobre os fatores de risco que podem ser evitados e a consulta anual ao urologista para o exame clínico e de PSA, essenciais para o diagnóstico precoce, que aumenta a chance de cura. Brasil é o quarto país em número de casos de câncer de próstata, atrás apenas dos Estados Unidos, China e Japão.

Em relação ao público masculino, o câncer de próstata é predominante em todas as regiões do país. Ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma. O aumento de casos é de 8,5% em relação a estimativa anterior, que era de 65.840 casos.

No recorte por região, a prevalência do câncer de próstata apresenta o seguinte cenário: região Sul (57,23/ 100 mil); Sudeste (77,89/100mil); Norte (28,40/100 mil); Nordeste (73,28/100 mil); Centro-Oeste (61,60/100 mil). Importante destacar que nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, o câncer de próstata é o mais prevalente, considerando os 21 tipos de câncer que fazem parte das novas estimativas do Inca.

As informações atualizadas do Inca reforçam ainda mais a necessidade de conscientizar o público masculino sobre a importância de adotar hábitos saudáveis, como, prática regular de atividade física, alimentação equilibrada, com pouca ou nenhuma ingestão de gorduras, além de não fumar, que diminuem o risco de desenvolver a doença.

Hábitos de vida saudáveis são muito importantes na prevenção da doença , bem como a consulta anual ao urologista, atitude essencial para diagnosticar um eventual câncer ainda em fase inicial quando as chances de cura são maiores.

“Para o diagnóstico de câncer de próstata são importantes o exame de sangue que avalia a proteína produzida pelo tecido prostático (PSA) e o exame de toque retal, que propicia descobrir a doença em fase mais inicial”, explica Luana Gomes, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) e uro-oncologista do Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia.

A confirmação diagnóstica se dá por biópsia. A recomendação da SBCO para rastreamento de câncer de próstata é que os homens a partir de 50 anos procurem um profissional especializado, para avaliação individualizada. Homens negros ou com parentes de primeiro grau com câncer de próstata devem começar com essa consulta médica aos 45 anos.

Doença silenciosa no início

O câncer de próstata tem evolução silenciosa e não costuma apresentar sintomas ou, quando apresenta, pode ser confundido com crescimento benigno da próstata, pois é uma doença que tem sintomas semelhantes. Portanto, vale ficar atento e procurar um médico para avaliação, caso tenha alguns dos sintomas a seguir com persistência superior a duas semanas:

  • Dor ou ardência ao urinar
  • Dificuldade para urinar ou para conter a urina
  • Fluxo de urina fraco ou interrompido
  • Necessidade frequente ou urgente de urinar
  • Dificuldade de esvaziar completamente a bexiga
  • Sangue na urina ou no sêmen
  • Dor contínua na região lombar, pelve, quadris ou coxas
  • Dificuldade em ter ereção

Fatores de risco 

Envelhecimento – O risco de câncer de próstata aumenta com a idade. É mais comum depois dos 50 anos.

Raça – Por razões ainda não determinadas, os negros têm um risco maior de câncer de próstata do que as pessoas de outras raças. Nos negros, o câncer de próstata também tem maior probabilidade de ser agressivo ou avançado.

Histórico familiar – Se um parente de sangue, como pai, irmão ou filho, tiver sido diagnosticado com câncer de próstata, o risco pode aumentar. Além disso, se houver histórico familiar de genes que aumentam o risco de câncer de mama (BRCA1 ou BRCA2) ou um histórico familiar muito forte de câncer de mama, o risco de câncer de próstata pode ser maior.

Obesidade – Pessoas obesas podem ter um risco maior de câncer de próstata em comparação com pessoas consideradas com peso saudável, embora os estudos tenham tido resultados mistos. Em pessoas obesas, o câncer tem maior probabilidade de ser mais agressivo e de retornar após o tratamento inicial.

EXAMES PARA DIAGNÓSTICO DE CÂNCER DE PRÓSTATA

EXAME DE PSA – Trata-se de um exame de sangue que mede o nível de PSA (antígeno prostático específico). O risco de ter câncer de próstata aumenta à medida que o nível de PSA aumenta. No entanto, não existe um ponto de corte definido para afirmar com certeza se um homem tem (ou não) a doença. Em geral, quando o valor de PSA é igual ou superior a 3 ng/ml, são pedidos exames complementares, mas esse critério pode variar de acordo com o profissional e a avaliação clínica do paciente.

Exame de toque retal – Este exame é importante para determinar qualquer inchaço ou áreas endurecidas na próstata, que possam eventualmente ser um câncer. Como o tumor geralmente começa na parte posterior da glândula, às vezes, pode ser sentido durante o toque retal. Apesar do preconceito e repulsa ao exame pelos homens, ele não é doloroso e dura apenas alguns segundos. Ele pode sugerir a possibilidade de câncer em homens com níveis normais de PSA. Por essa razão, precisa ser incluído no rastreamento do câncer de próstata.

Outros exames

Se o resultado inicial do PSA for anormal, é comum fazer outros tipos de exame para que o médico tenha mais precisão no diagnóstico de um possível câncer de próstata. Alguns dos testes que podem ser realizados incluem: exame de toque retal, se ainda não foi realizado; um ou mais dos tipos de PSA, como o índice de saúde prostática (PHI), 4Kscore ou PSA livre e/ou exame de imagem da próstata, como a ressonância magnética ou o ultrassom transretal.

Como é o tratamento do Câncer de Próstata?

O tratamento do câncer de próstata varia de acordo com a localização e o estágio da doença. Portanto, nem sempre a cirurgia é necessária. Quando a doença é localizada — ou seja, só atingiu a próstata e não se espalhou para outros órgãos —, costuma-se fazer cirurgia e/ou radioterapia. Em alguns desses casos, pode ser proposta a observação vigilante no tumor (vigilância ativa).

Para doença localmente avançada, o indicado é combinar radioterapia ou cirurgia com tratamento hormonal. Já nos casos de metástase (quando o tumor se espalha para outras partes do corpo), o tratamento mais indicado é a terapia hormonal.

“Como a escolha do tratamento mais adequado deve ser individualizada, de acordo com a avaliação médica, o cirurgião oncológico é um dos profissionais habilitados para o planejamento terapêutico e cirúrgico do câncer de próstata”, explica o cirurgião oncológico Héber Salvador, presidente da SBCO e titular do A.C.Camargo Cancer Center, em São Paulo. Juntamente à sua equipe multidisciplinar, este especialista poderá definir qual a melhor, mais segura e eficaz conduta para cada paciente.

Câncer de próstata no mundo

Em todo o mundo são registradas mais de 1,4 milhão de novos casos anuais de câncer de próstata, de acordo com o levantamento Globocan, da Agência Internacional para Pesquisa do Câncer da Organização Mundial da Saúde (OMS). O país com maior número de casos é o Estados Unidos, com 209 mil, seguido por China, Japão e Brasil. A doença é responsável por 375 mil mortes anuais no mundo.  

Autor Julianna Santos

Relações Públicas, atuante em assessoria de imprensa e gestão de conteúdo para internet. Pós graduada em Educação Sexual pelo ISEXP – Instituto Brasileiro de Sexualidade e Medicina Psicossomática da Faculdade de Medicina do ABC, atendeu a várias empresas e profissionais do ramo erótico de 2002 até atualidade, estando inclusive a frente da sala de imprensa da Erótika Fair de 2002 a 2010. Também é certificada em Inbound Marketing pelo HubSopt Academy.

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