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O que aprendi trabalhando em Sexshops

Um compilado de informações interessante sobre o universo das sexshops… Lembre-se disso em sua próxima visita!

Aprendi muito sobre atendimento ao cliente, sexualidade humana e psicologia humana. Sexshops são semelhantes a bancos e cooperativas de crédito: todos os tipos de pessoas, de todas as esferas da vida, passam pela porta diariamente.

Ganhei muitos insights — um profundo conhecimento e empatia pelas pessoas que trabalham em lojas para adultos e trago aqui algumas informações que podem te ajudar numa visitinha a essas lojas incríveis.  

A menos que o produto tenha uma etiqueta “Experimente (Try me)”, entenda que é errado abrir caixas de itens não comprados. São brinquedos sexuais, não meias! Tenho certeza de que a maioria das pessoas não quer ser penetrada por algo que foi acariciado por dezenas de compradores curiosos.

As lojas às vezes fecham seus itens com fita adesiva – não apenas para evitar roubo, mas para desencorajar o manuseio desnecessário de itens. Se você está curioso sobre algo, pergunte a um vendedor.

Na dúvida, pergunte

Não há nada de errado, na vida ou nas sexshops, em pedir informações a alguém que sabe mais do que você.

Não, o óleo de bebê não é um lubrificante vaginal seguro (a menos que você queira uma infecção por fungos).

As bolas de Ben Wa NÃO são feitas para entrar na sua bunda! Eles são para sua vagina, porque um colo do útero impede que eles se percam internamente. E qualquer coisa com canela (natural) não deve chegar nem perto de sua genitália.

Google é seu amigo. E assim são os educadores sexuais e sexólogos brasileiros. Tenho certeza de que o pronto-socorro atenderia menos pacientes se as pessoas realmente pesquisassem itens “misteriosos” antes de usá-los em seus orifícios.

O cliente está sempre errado

Em relação ao atendimento ao cliente, as sexshops não têm obrigação de aceitar itens devolvidos que já foram usados.

Em 2002, a fictícia Samantha de Sex and the City entrega seu vibrador Hitachi gasto, reclamando: “Esse brinquedo não me fez gozar”. E até hoje, as pessoas na vida real estão querendo devolver suas engenhocas com a mesma reclamação.

Olha pessoal, todo mundo merece um orgasmo. Mas cabe a VOCÊ se resolver através do autoconhecimento.

Para evitar decepções, muitos clientes pedem para ver ligado o brinquedo movido a bateria para garantir que esteja funcionando perfeitamente antes de sair da loja. Se essa não for a política da loja, compre em outro lugar.

Admita quando algo é para você

Se eu ganhasse um centavo para cada pessoa que dissesse: “Isso não é para mim!” ou “Isto é um presente para minha amiga!” já estaria rica há muito tempo.

Deixar o atendente saber para quem você está realmente comprando pode ser útil se você precisar de alguns conselhos ou sugestões. Então não minta!

Não. Crianças não são permitidas.

Por quê? é a lei. Poderíamos discutir a ética de trazer bebês para lojas de sexshops, adolescentes grávidas nas sexshops, mas na maior parte do mundo a idade de consentimento é 18 anos – e não estou aqui para debater com você.

Se, depois de ler tudo isso, você ainda acha que um menor precisa acompanhá-lo em sua missão de compra do vibrador, escreva para os políticos ou algo assim.

Os atendentes de sex shop merecem mais crédito

Se você é um funcionário de sexshop, eu o saúdo. Você é um soldado em missão, travando uma guerra contra a ignorância do consumidor convencional.

Você é um educador sexual voluntário, explicando cem vezes por semana por que essas pílulas de tesão podem aumentar o risco de um ataque cardíaco e a importância do uso da camisinha.

Você é um terapeuta, tendo que ouvir os problemas de tantos clientes preocupados. Você é um guarda de segurança, certificando-se de que as pessoas não estão roubando aqueles geizinhos ou produtos pequenos das caixas, NOVAMENTE.

Um brinde aos turnos de apoio às mulheres apaixonadas e homens inseguros. Agradeço seu serviço.

Lembro-me da minha ansiedade por comprar absorventes, preservativos ou qualquer pomada intima quando era mais jovem, mas caramba, os caixas não dão a mínima, eles estão acostumados com isso o tempo todo. Apenas entregue o dinheiro e tenha um bom dia.

Autor Paula Aguiar

Publicitária, Consultora e expert em Mercado Erótico, Escritora e empresária. Atua no Mercado Erótico Brasileiro desde o ano 2000. Autora de 17 livros de negócios e sobre produtos eróticos para os consumidores. De 2010 a 2017, presidiu a ABEME – Associação Brasileira de Empresas do Mercado Erótico. Citada em mais de 100 teses universitárias e livros de sexualidade sobre o tema. Desenvolve e projeta produtos eróticos e cosméticos sensuais para os maiores players do setor. Criadora do primeiro seminário de palestras para empresários do mercado erótico em 2006. Apoiadora e partícipe dos mais importantes eventos eróticos do mundo. Também idealizadora do Prêmio Melhores do Mercado Erótico e Sensual que, desde 2016, anualmente elege as melhores empresas, as inovações, os produtos mais queridos e desejados e as ações que estimularam o desenvolvimento do setor. É fundadora e co-autora do site MercadoErótico.Org.

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