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Sexualidade na Velhice

Sexualidade na Velhice

A sexualidade na velhice ainda é um assunto considerado tabu pela maior parte da população idosa por envolver valores culturais e morais que são moldados no decorrer de sua vida em sociedade.

Por Leila Cristina*

Não se pode achar que a afetividade é um privilégio dos jovens, pois a maturidade traz maior capacidade da pessoa se reconhecer e se relacionar com seu meio: família, amigos, parceiros e namorados/as. Se a pessoa não desenvolveu durante a vida a capacidade de dar e receber afeto, e se este ficou associado apenas ao desempenho sexual, será necessário apoio e reeducação para que o idoso possa ver essa nova fase como um momento para ter prazer de viver e desfrutar  as boas sensações que não aproveitou durante a juventude. A sexualidade na velhice ainda é um assunto considerado tabu pela maior parte da população idosa por envolver valores culturais e morais que são moldados no decorrer de sua vida em sociedade. A sociedade tem pouco conhecimento no que se refere à sexualidade das pessoas idosas, pois a longevidade é um fato novo na história da humanidade.

A marginalização da sexualidade tem raízes firmadas na história somos educadas por mulheres, numa sociedade onde a virilidade e o prestígio do macho estão longe de serem apagados, as mulheres são educadas para agirem como filhas e mães sem passar pelo estágio de mulher.

A sexualidade na terceira idade apresenta estereótipos de diversos significados que se associam as disfunções ou insatisfações com o ato sexual.

A aparência física contribui para uma atitude inibitória da atividade sexual.

Envelhecer é uma condição própria dos seres vivos, começa-se a envelhecer a partir do momento em que nascemos e só terminamos esse processo com a morte.

O envelhecimento pode ser percebido e enfrentado de formas variadas que mudam de acordo com fatores como: época, cultura e o nível socioeconômico. Como a população idosa tem se comportado diante desta realidade de uma maior expectativa de vida com mais saúde e vida sexual ativa?

“Uma das melhores aquisições da idade é a ampliada liberdade no exercício da escolha.  Fica tão mais fácil dizer não.

Se em nada nos acrescenta, nós simplesmente colocamos de lado. Não, obrigada. É não e ponto. Nada mais daquela culpa da juventude, que ficava nos infernizando com a ideia de que podemos estar perdendo algo, que tinha que estar abertas a qualquer coisa/sentimento/pessoa porque tudo sempre tinha algo a nos ensinar.

Um alívio.

Não que não tenhamos mais o que aprender, nem que todas as coisas e sentimentos e pessoas não tragam algo de novo à nossa vida. É somente que nosso aprendizado vai ficando mais seletivo, pelo simples fato de que começamos a nos permitir a só ocupar o seu banco de dados com aquilo que nos interessa e não com tudo aquilo que talvez, um dia, quem sabe, possa nos servir pra alguma coisa. Ou que vai nos dar bagagem.

Bem ao contrário, a gente começa a deixar a bagagem pelo caminho, porque vai percebendo que boa parte do que carregamos vida afora não passa de… Peso.

Fica mesmo parecendo que estamos nos tornando mais intolerantes, mais impacientes, mais inflexíveis. Mas, não é nada disso. Intolerância, impaciência, inflexibilidade preconizam julgamentos e condenações. E a questão da escolha é “apenasmente” a clara percepção de que não vale a pena. Cada um que siga carregando, compartilhando, dividindo o peso que lhe caiba. Ou apeteça.Se caso lhe caiba ou apeteça. Nós, não.

Acoplado ao passar dos anos, vem o famoso botão do foda-se, que a partir de um certo momento passa a ficar constantemente ligado, sem gastar nem um Kwh, watt, volt, joule ou caloria de nossa energia. Porque não mais nos atentamos ao que não nos é essencial. Nem mesmo às lembranças, memórias, mágoas, saudades. Vai tudo ficando pra trás. Sem dor.

Sem o peso dos anos, nossos dias vão alçando voo, vão ganhando asas que só somos capazes de carregar, se já somos capazes da leveza de nós mesmos. Com a idade, mesmo que muitos esperem o fim, o que realmente nos chega é o enfim. Enfim leves. Enfim livres. Enfim sós. Enfim nós.

Sem máscaras. Sem personagens. Sem tempo passado.”

Desconheço a autoria.

OS      ENVELHESCENTES

Hoje temos uma nova geração de velhos e velhas maravilhosos, que se amam, se cuidam, tem uma autoestima super elevada, que saem, são independentes, viajam, vão à festas e bailes, tem grupos de amigos, fazem musculação e Pilates, Yoga e até pompoarismo.

Estamos diante de pessoas com uma cabeça cheia de ideias e sonhos, que são exigentes com sua aparência, sem serem neuróticos, que aceitam as rugas e os kilos a mais e vivem plenamente seus dias cheios de alegria e saúde!

São homens e mulheres que mantém o astral sempre elevado e que ao contrário do que muitas pessoas pensam, apesar dos cabelos brancos e o corpo marcado pelo tempo que viveram, fazem muito sexo sim!

É fato que muitos idosos recorrem ao viagra, mas eles, como qualquer jovem, também são apanhados pelo temor da broxada. Nem todos ficam impotentes como se imagina, mas a maioria se autoriza emocionalmente a falhar com o pressuposto da velhice. Sexo é muito mais psicológico do que físico.

É claro que os estímulos necessários para um desempenho sexual masculino ou feminino serão maiores do que na juventude.

Um sexo gostoso começa com um bom dia, um sorriso, uma pequena delicadeza, um carinho e…  muita safadeza!

O sexo na velhice  respeita outros ritmos, mas o erotismo é um estado de espírito e rompe fronteiras. Sua avó faz sexo com  seu avô e eles adoram.

Não se engane achando que isso não existe, pois velho não é anjo para ser assexuado.

Quer saber mais? Mande sua pergunta e eu te respondo. Bjs

 

Leila Cristina*Leila Cristina trabalha como Life Coach, Positive Coach é sexóloga, orientadora sexual e terapeuta na área de sexualidade humana, relacionamentos e qualidade de vida. É Bióloga, Pesquisadora, MSc, Pós Graduada, Professora Universitária e Palestrante. Formada em PPC e Positive Coaching Pela SBCoaching. Formada em Practioner em PNL pela SIPNL.  Formada em Hipnose Ericksoniana pelo ACT Institute com Paul Adler – Formação Internacional. Hipnoterapeuta Clássica formada pela OMNI. Formada (Pós Graduação) em Terapia Sexual pela Universidade Doctum – CEFATEF – SP.

WhatsApp (21) 97977-7766  email: leilacristinacoach@gmail.com

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Autor Coluna Sexologia

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