dia-mundial-da-menopausa

18 de outubro – Dia Mundial da Menopausa: entenda os sintomas e os tratamentos mais avançados

1 bilhão de mulheres terão sintomas da menopausa até 2030, revela OMS. Buscar um tratamento individualizado pode fazer a diferença aos primeiros sinais de sintomas da menopausa, revela especialista

A menopausa é um período associado a múltiplas transformações físicas e mentais no organismo feminino. É neste momento que a menstruação é interrompida e os ovários passam por uma queda abrupta na produção dos hormônios – este fenômeno recebe o nome de falência ovariana. Essa mudança repentina pode ocasionar danos à saúde e a qualidade de vida da mulher e desencadear problemas sérios, tal como a depressão.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) até 2030 teremos 1 bilhão de pessoas com sintomas da menopausa. Atualmente, no Brasil, são cerca de 18 milhões de mulheres nessa condição. A menopausa é uma fase que requer acompanhamento médico individualizado a fim de se evitar possíveis doenças e transtornos emocionais.

Após a última menstruação há uma queda muito expressiva na produção de hormônios produzidos pelos ovários, sobretudo, o estrogênio, a testosterona e a progesterona. Essa condição pode contribuir para o surgimento de sintomas como irritabilidade, falta de sono, instabilidade de humor, falta de disposição, baixa libido, ressecamento da vagina, pele, cabelo e unhas, diminuição da secreção vaginal – levando muitas vezes a dispareunia (dor genital que ocorre durante a relação sexual) , piora da memória e até casos mais graves, tais como, osteoporose e quadros depressivos.

Segundo o Dr. Vinícius Carruego, ginecologista e Diretor Médico da Clínica Elsimar Coutinho em São Paulo, “Mulheres na fase da menopausa, normalmente, necessitam da terapia de reposição hormonal (TRH). O tratamento auxilia na diminuição de sintomas como ondas de calor, suores noturnos, insônias, secura vaginal, falta de libido, entre outros. Também pode ser usada para melhorar outras condições médicas, como osteoporose, depressão, enxaqueca. Estudos indicam que ajuda na prevenção de doenças como demência de alzheimer, infarto e AVC”.

A Declaração de Posição de Terapia Hormonal da Sociedade Norte-Americana de Menopausa, atualizado em 2022, ratifica que a terapia hormonal é o tratamento mais efetivo para os sintomas vasomotores da menopausa, a exemplo de fogachos e calores noturnos. Além disso, o documento aponta que os riscos de complicações associados à terapia hormonal são raros e atingem cerca de 10 a cada 100 mulheres por ano no período do climatério.

Tratamento com implantes hormonais

Buscar um tratamento individualizado pode fazer a diferença aos primeiros sinais de sintomas da menopausa. Além disso, um estilo de vida saudável com a prática de atividade física, alimentação equilibrada e manter bons relacionamentos na vida pessoal podem colaborar para minimizar eventuais problemas.

O tratamento com o implante hormonal é extremamente eficaz e seguro na realização da reposição de hormônios bioidênticos (isoidênticos) – similares as substâncias produzidas pelo corpo (estrogênio, testosterona e progesterona) e deve ser indicado para as mulheres durante a menopausa. Diferente dos métodos convencionais, os implantes permitem a condução de um tratamento individualizado.

Antes de iniciar a terapia de reposição hormonal é essencial realizar uma avaliação completa, incluindo anamnese, com solicitação de exames laboratoriais. Também é preciso que a paciente adote um estilo de vida saudável, com uma dieta equilibrada, prática regular de atividades físicas, sono de qualidade e ingestão adequada de água.

A reposição hormonal deve ser vista como uma forma complementar de cuidado à saúde, sendo sempre monitorada periodicamente pelo médico e ajustada anualmente de acordo com as necessidades individuais de cada paciente.

Sobre o Dr. Vinícius Carruego – CRM -SP 172.911. Diretor médico da Clínica Elsimar Coutinho em São Paulo. Médico Ginecologista formado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Pós-Graduação em Ciências da Obesidade e Sarcopenia. Possui especialização em Endoscopia Ginecológica. Baseou seus estudos em hormônios, implantes hormonais e temas relacionados à saúde integral da mulher

Autor Julianna Santos

Relações Públicas, atuante em assessoria de imprensa e gestão de conteúdo para internet. Pós graduada em Educação Sexual pelo ISEXP – Instituto Brasileiro de Sexualidade e Medicina Psicossomática da Faculdade de Medicina do ABC, atendeu a várias empresas e profissionais do ramo erótico de 2002 até atualidade, estando inclusive a frente da sala de imprensa da Erótika Fair de 2002 a 2010. Também é certificada em Inbound Marketing pelo HubSopt Academy.

LEIA TAMBÉM

sindrome-da-boazinha

Síndrome da Boazinha: quando a necessidade de agradar o outro se torna um problema

Você se considera boazinha demais? Está sempre em busca da aprovação do outro? Acha que as pessoas podem estar se aproveitando de você, em função do seu  jeitinho? Tem dificuldade de dizer não, mesmo que não tenha tempo ou interesse em atender determinadas solicitações? Se você respondeu sim para estas perguntas, certamente sofre com a “Síndrome da Boazinha”. Este é um padrão de comportamento compulsivo e não um transtorno psiquiátrico, como explica Filipe Colombini, psicólogo e CEO da Equipe AT.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Verified by ExactMetrics