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Dor pélvica ou no abdômen durante ou depois do sexo? Entenda o que pode ser

Ginecologista detalha algumas das possíveis causas da dor durante ou após o sexo – e quando você deve ir ao médico.

Nada estraga um bom tempo na cama como a dor e o desconforto, ainda mais depois da prática sexual. Dor pélvica durante o sexo, embora indesejada e perturbadora, é mais comum do que você possa imaginar.

Na verdade, o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas estima que até 75% das mulheres sentem dor pélvica durante o sexo em algum momento. “No entanto, por mais comum que seja o problema, também é difícil traçar uma linha direta entre causa e efeito: posições sexuais, inflamação, infecções e outras condições médicas podem estar envolvidas”, explica a Dra. Eloisa Pinho, ginecologista e obstetra da Clínica GRU.

Abaixo, a médica explica os principais pontos para entender o motivo da dor:

Problemas com o ato físico do sexo

Para alguns, a dor pode ser evitada mudando a forma como abordamos o sexo. Por exemplo, algumas pessoas precisam de mais preliminares do que outras.

“A lubrificação adequada e as preliminares suficientes são essenciais para prevenir todos os tipos de dor pélvica, bem como possíveis lacerações ou danos aos tecidos, em alguns casos”, explica a médica.

A posição sexual é outra causa comum de desconforto, especialmente para aquelas com útero retrovertido. Cirurgias anteriores nessa área podem ser a causa do problema.

“Com os movimentos sexuais, essa cicatriz pode estar sendo esticada, o que significa que o sexo pode ser muito desconfortável”, explica ela. Tente mudar para posições diferentes até encontrar uma que seja agradável, ou peça ao seu médico para tratar do problema pós-cirúrgico, caso o problema seja este.

Inflamação e/ou infecções potenciais

Coceira, queimação e dor podem ser sinais de infecção e/ou inflamação potencial dos tecidos vaginais.

“Produtos de higiene íntima ou até mesmo os produtos usados para lavar a calcinha podem mudar o pH vaginal e levar a infecções vaginais e reações de dermatite”, explica a médica.

Em ambas as condições, caso se tornem crônicas ou recorrentes, elas podem levar de forma reflexa a complicações como vulvodínia, dispareunia (dor com o sexo) ou dor pélvica.

Além disso, há também complicações devido a condições dermatológicas e infecções potenciais, como distúrbio inflamatório pélvico e várias ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis) que devem ser consideradas.

“Infecções fúngicas e vaginite inflamatória descamativa; tudo isso pode tornar os tecidos extremamente sensíveis, irritativos e doloridos”, adverte. Ela explica que as ISTs não tratadas podem causar inflamação dolorosa na vagina, colo do útero e útero.

Outras Condições Médicas

Outras causas comuns e dolorosas podem atrapalhar sua vida sexual. Problemas físicos, como miomas e cistos, podem realmente piorar a dor pélvica.

Além disso, condições como endometriose e adenomiose, bem como problemas com o assoalho pélvico, também podem ser a causa, incluindo os espasmos involuntários do vaginismo.

Outros órgãos nessa área, incluindo a bexiga e o intestino, podem ser os culpados: “Constipação grave ou cistite intersticial: todos esses nervos estão conectados de modo que todos podem causar dor”, explica.

Se você está com dor, converse com seu médico. Os ginecologistas podem prescrever remédios ou tratar alguns problemas com cirurgias, quando necessário.

Causas Emocionais

Embora o primeiro impulso ao procurar a causa do desconforto físico possa ser procurar uma causa física, a causa pode, na verdade, ser emocional.

Na verdade, traumas passados ou atuais, incluindo violência doméstica e trauma sexual, muitas vezes podem ter um impacto direto no conforto sexual.

“Muitas vezes, a forma como a violência doméstica se apresenta é por meio de pacientes reclamando de problemas recorrentes”, explica a Dra. Eloisa.

“Às vezes, pode ser dor durante a relação sexual, infecções que não estamos encontrando – todos os tipos de histórias podem ser ditas quando as pacientes gostariam de reclamar sobre violência doméstica, mas não sabem como. A responsabilidade é da equipe de saúde pegar um bom histórico e fazer as perguntas certas para avaliar isso”, finaliza a médica.

FONTE:

*DRA. ELOISA PINHO: Ginecologista e obstetra, pós-graduada em ultrassonografia ginecológica e obstétrica pela CETRUS. Parte do corpo clínico da clínica GRU Saúde, a médica é formada pela Universidade de Ribeirão Preto, realiza atendimentos ambulatoriais e procedimentos nos hospitais Cruz Azul e São Cristovão, além de também fazer parte do corpo clínico dos hospitais São Luiz, Pró Matre, Santa Joana e Santa Maria.

Autor Julianna Santos

Relações Públicas, atuante em assessoria de imprensa e gestão de conteúdo para internet. Pós graduada em Educação Sexual pelo ISEXP – Instituto Brasileiro de Sexualidade e Medicina Psicossomática da Faculdade de Medicina do ABC, atendeu a várias empresas e profissionais do ramo erótico de 2002 até atualidade, estando inclusive a frente da sala de imprensa da Erótika Fair de 2002 a 2010. Também é certificada em Inbound Marketing pelo HubSopt Academy.

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