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Sexify: da Polônia para o mundo via Netflix

O novo seriado polonês lançado pela Netflix essa semana coloca em pauta o orgasmo feminino de forma leve e divertida

Pra começar peço perdão, pois na última live dessa semana, em que falamos de Masturbação Guiada com a nossa testadora de produtos sensuais, Julianne Bernardo, eu já tinha citado por alto o Sexify como um seriado russo.

Não é. É da Polônia, assim como 365 dias. Até então eu estava só no segundo episódio e doida pra maratonar, o que fiz nessa última sexta.

Composto de ótimos e divertidíssimos 8 episódios, Sexify estreou na quarta-feira e já é Top 10 no Brasil.

A história gira em torno de 3 jovens que vão (precisam) criar um aplicativo em sua faculdade de tecnologia e, encurraladas pela criatividade em torno de um tema, decidem então por um app que melhorasse a experiência do orgasmo feminino.

Elas tem 23 anos e estão no último ano da universidade, mas tem perfis diferentes, o que dá representatividade ao viés central da trama: o auto conhecimento da sexualidade.

Natália, a criadora original do aplicativo é um gênio da informática e vive para ser a melhor no que faz. Ainda virgem, pouco se interessa pelo sexo, porém ao se aprofundar nas pesquisas para que o seu app vença uma competição nacional acaba indo a um sex shop, a uma feira erótica, a uma festa queer, a uma roda de sagrado feminino e entre outras coisas, e então conhece o seu primeiro amor.

Paulina, a colega de quarto de Natália, faz química, mas está empenhada em se casar com seu namorado. Porém no que diz ao sexo que ela já pratica desde os 16 com ele, há muito chão ainda para percorrer. Com muito custo, aceita participar do projeto de Natália como forma de auto conhecimento e só a jornada dela já vale a pena todo o seriado.

Mônica, é liberada sexualmente, porém encontra desafios quando o assunto é envolvimento emocional. Vizinha de quarto de Natália é solicitada a testar o aplicativo, mas como encontra barreiras porque só goza se for com o ex-namorado de quem ela quer distância, bola então um grupo de “voluntários” para serem analisados pela pesquisa do aplicativo.

Daí a gente percebe que a Polônia, mesmo sofrendo uma grande polêmica atual em torno da legalização ou criminalização da educação sexual nas escolas do país, tem encontrado outros meios de passar a mensagem para a população.

Valendo-se da fórmula atual tendência nas tramas de valorizar a parceria e amizade, colocou o assunto tabu de forma leve, envolvendo seus espectadores em uma jornada gostosa, quebrando muros e cruzando as fronteiras.

Ganhando espaço na Netflix, essa produção altamente despretensiosa mas muito bem feita pelo que se propôs, ganha o mundo, e aqui vou dizer: Graças a Deus!

Alguém precisa falar de sexo, de autodescoberta, de orgasmo, de prazer, de relacionamento e por quê não a mídia? Desde que se faça de forma natural e com compromisso com a saúde, acho que os streamings tem um vasto universo a explorar dentro da sexualidade.

Até porque mesmo Sexify nos mostrando paisagens e pessoas lindas da Polônia, mostra também que os desafios das mulheres em todo o planeta ainda são os mesmos: repressão, preconceito, falta de educação sexual, de conhecimento do próprio corpo e de como lidar com seus parceiros.

E não pensem que os homens foram desconsiderados de Sexify: eles são as “escadas” para as protagonistas nessa comédia, também explorando diversos perfis como o pai controlador, o reitor retrógrado, o colega de sala despeitado, o ex namorado aproveitador, o noivo conservador, o professor parceiro ou aquele crush que trabalha no sex shop mas que é altamente romântico (af… esse último mexeu comigo, será pq?).

E chega por aqui, que você, assim como eu, merece se deliciar com Sexify 😉

PS: adorei a trilha que parece ser especialmente mixada para a série, trazendo gemidos e falas esparsas que inclusive são legendadas!

Autor Julianna Santos

Relações Públicas, atuante em assessoria de imprensa e gestão de conteúdo para internet. Pós graduada em Educação Sexual pelo ISEXP – Instituto Brasileiro de Sexualidade e Medicina Psicossomática da Faculdade de Medicina do ABC, atendeu a várias empresas e profissionais do ramo erótico de 2002 até atualidade, estando inclusive a frente da sala de imprensa da Erótika Fair de 2002 a 2010. Também é certificada em Inbound Marketing pelo HubSopt Academy.

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