Onde está o Brasil no ranking mundial de Sextoys?

Não é de hoje que eu insisto na afirmação que o Brasil tem muito ainda a crescer no consumo de produtos eróticos, e mais uma pesquisa veio atestar a veracidade desse fato, somos o 59º (quinquagésimo nono) no ranking mundial de buscas por sextoys conforme o maior pesquisador no mundo – o google – e o que isso nos mostra? Ainda há muito a fazer para alcançar os consumidores!

São Paulo, Brasil por Paula Aguiar com exclusividade para o Portal Mercado Erótico

Suécia, Dinamarca e Groenlândia estão no topo do Sex Toy World Rankings, derrotando países considerados grandes mercados como Alemanha, Japão, Brasil e França para reinarem supremos.

O site Vouchercloud analisou 18 termos populares de pesquisa de brinquedos sexuais – variando de ‘dildos’ e ‘vibradores’ até suas ‘bolas de pompoar e ‘anéis penianos’ – e os traduziu para todos os idiomas disponíveis no Google para classificar cada país ao redor por suas buscas de brinquedos sexuais. Essa pesquisa aconteceu antes da pandemia, mas eu não acredito em grandes mudanças nesse panorama até hoje, mesmo com todo o empenho que nós do Mercado Erótico realizamos com a pesquisa no início da Pandemia que apresentou um boom de vendas de vibradores.

Sex Toy World Rankings – As descobertas

Os amantes extremamente românticos da Suécia, Dinamarca e, estranhamente, da Groenlândia são os mais sortudos do mundo – com 118, 115 e 108 buscas de brinquedos sexuais por 1000 usuários da Internet, respectivamente.

Os EUA (104) e o Reino Unido (96) estão um pouco menos surpreendentemente seguindo logo atrás, com Holanda (88), Rússia (87), Bulgária (86), Itália (84) e Austrália (82) completando os 10 primeiros.

Algumas surpresas incluíram a França (74) em uma modesta 15ª posição, a Alemanha (65) alcançando apenas o 22º lugar e o Brasil (59) permanecendo em um modesto 43º – vendo bem menos da metade das pesquisas que o Reino Unido.

A Europa domina as primeiras posições – como vemos na Tabela – com 23 países europeus representando os 30 primeiros no geral. As nações africanas e sul-americanas ficaram para trás (provavelmente com menos indústria online para compras de brinquedos sexuais), com áreas da Ásia também ficando abaixo do esperado.

Não é novidade que existem países com uma cultura totalmente anti-sexualizada no final da lista – a Índia (6) permanece em 141º lugar ao lado de Bangladesh (6), abaixo até mesmo de países como a Arábia Saudita (15) em 107º lugar.

Apesar do Brasil ser o quinto em número de internautas no mundo, o conhecimento e também o interesse sobre sextoys está muito aquém do esperado, questões culturais e religiosas ainda são um bloqueio para a maioria das pessoas com relação ao produto erótico.

Nessa pesquisa fica claro que países mais desenvolvidos já compreenderam que os sextoys são importantes ferramentas para a melhoria da qualidade de vida sexual, empoderamento da mulher e bem estar geral. O ranking com os 20 primeiros nos mostra países estruturados, cuja população tem alta qualidade de vida e bem estar emocional.

Penso que precisamos acelerar o processo de conhecimento e naturalização dos sextoys, quebrando tabus e paradigmas para educar a população em relação as possibilidades de melhoria de seu desempenho e bem estar sexual.

Para pesquisas especificas, entre em contato por email. portal@mercadoerotico.org

Autor Paula Aguiar

Publicitária, Consultora e expert em Mercado Erótico, Escritora e empresária. Atua no Mercado Erótico Brasileiro desde o ano 2000. Autora de 17 livros de negócios e sobre produtos eróticos para os consumidores. De 2010 a 2017, presidiu a ABEME – Associação Brasileira de Empresas do Mercado Erótico. Citada em mais de 100 teses universitárias e livros de sexualidade sobre o tema. Desenvolve e projeta produtos eróticos e cosméticos sensuais para os maiores players do setor. Criadora do primeiro seminário de palestras para empresários do mercado erótico em 2006. Apoiadora e partícipe dos mais importantes eventos eróticos do mundo. Também idealizadora do Prêmio Melhores do Mercado Erótico e Sensual que, desde 2016, anualmente elege as melhores empresas, as inovações, os produtos mais queridos e desejados e as ações que estimularam o desenvolvimento do setor. É fundadora e co-autora do site MercadoErótico.Org.

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