Festival erótico de Seattle

Festival Erótico de Seattle esse ano é político

O Festival Erótico de Seattle, uma cena kink quente reunindo os amantes das diversas modalidades fetichistas, esse ano teve um tom de resistência em meio à censura de sites eróticos feita pelo governo dos EUA.

 

A intenção foi boa, mas rebateu onde não devia. Uma lei que a princípio quer combater o tráfico sexual está derrubando muitos sites eróticos nos EUA, tanto de conteúdo, quanto de encontros.

A maior polêmica em torno da lei chamada Fight Online Sex Trafficking Act é que muitos trabalhadores sexuais consensuais no país se sentem prejudicados. Eles não podem mais divulgar seus serviços na internet, um meio que para eles é mais seguro e autônomo do que captar clientes na rua, ou serem explorados em bordéis.

Além disso, muitos clientes desses trabalhadores agora perderam o conforto do anonimato, já que terão que se expor fora do ambiente de internet para contratar tais serviços.

Com medo de ser pega nessa malha fina de censura, a equipe organizadora do Festival Erótico de Seattle revisou o site do evento antes de começá-lo. Tudo para evitar que ele também fosse tirado do ar.

Nadando contra a maré

Em sua 14ª edição, o festival começou dia 27 e termina nesse domingo, 29. Exibido no Seattle Center Exhibition Hall desde 2008, conta com mais de 400 trabalhos de arte em 2D e 3D , performances ao vivo, painéis de discussões e eventos literários, pintura corporal e fotografia erótica.

“Nós nunca podemos responder totalmente a pergunta ‘O que é erótico?’ Mas qualquer um pode encontrar pelo menos uma obra de arte com a qual se conecte e que os conecte com sua sexualidade. A arte nos permite experimentar algo emocional e intelectualmente sem o risco de fazê-lo na prática”, disse Sophia Iannicelli, diretora do festival, em entrevista para o site The Stranger.

Ela reconhece que o festival pode ser um ambiente intenso que leva as pessoas a espaços emocionais e mentais desconfortáveis, especialmente para os recém-chegados. 

Assista o vídeo da recepção Black Tie – Um luxo!

Os princípios básicos de SSC (São, Seguro e Consensual) se aplicam, e o espaço é configurado de modo que, se algo não está funcionando para você, você pode se afastar para algo menos desafiador.

Um projeto da Fundação para a Cultura Sexual Positiva, tem uma equipe treinada para acolher os participantes do festival ajudando-os a processar sentimentos difíceis que possam surgir.

O puritanismo sendo ativamente legislado, contrastado com uma aceitação crescente da sexualidade em todas as suas formas multiformes, produz uma séria dissonância cultural e cognitiva.  Pode não ser um exagero dizer que a participação no Seattle Erotic Art Festival deste ano é um ato político.

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Autor Julianna Santos

Relações Públicas, atuante em assessoria de imprensa e gestão de conteúdo para internet. Pós graduada em Educação Sexual pelo ISEXP – Instituto Brasileiro de Sexualidade e Medicina Psicossomática da Faculdade de Medicina do ABC, atendeu a várias empresas e profissionais do ramo erótico de 2002 até atualidade, estando inclusive a frente da sala de imprensa da Erótika Fair de 2002 a 2010. Também é certificada em Inbound Marketing pelo HubSopt Academy.

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