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Cirurgia Íntima sem tabus

Mesmo que esse assunto ainda seja um tabu e acabe não sendo muito tratado, o Brasil realiza inúmeras cirurgias íntimas. Já é um dos países que mais faz o procedimento no mundo.

Por Dr. Alexandre Kataoka*

De acordo com uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), apenas em 2016, mais de 25 mil brasileiras passaram por uma cirurgia íntima.

A ninfoplastia busca reduzir os pequenos lábios da vagina (pele interna que estrutura e protege a entrada da vagina).

Ela é feita especialmente em casos de insatisfação estética. Inclusive quando há dor insistente durante o ato sexual.

Em algumas situações específicas, a cirurgia íntima feminina também pode alterar o tamanho e formato dos grandes lábios.

Como funciona a cirurgia íntima:

O procedimento é feito com a anestesia raqui ou peridural, com sedação simples. Também é possível apenas que se aplique anestesia local, com sedação.

Essa decisão é tomada entre a paciente e o cirurgião, de acordo com as preferências da paciente e os resultados de seus exames médicos do pré-operatório.

Parte dos pequenos lábios é removida e, depois, essas estruturas reconstruídas, de modo que fiquem natural, anatômicas e permitam que as funções básicas do órgão sejam preservadas – ou, em alguns casos, até melhores.

São feitos os pontos, geralmente absorvíveis, e não há a necessidade de extração depois. As cicatrizes costumam ser discretas e preservam a estética da região.

O procedimento dura, em média, de 40 minutos a uma hora em meia. E por se tratar de uma cirurgia de pequeno porte, a paciente pode ir para casa no mesmo dia.

Pós-operatório da cirurgia íntima:

– Inchaço e manchas arroxeadas

É difícil de ocorrerem, mas podem surgir caso algum vaso sanguíneo de pequeno calibre seja rompido durante a cirurgia.

– Atividade sexual

Pode voltar a ser praticada depois de 30 a 45 dias do procedimento. Desde que os pontos não estejam aparentemente frouxos para que, assim, não se abram durante o atrito causado pelo ato.

 – Descanso

O repouso deve ser obedecido por dois a três dias depois da cirurgia. Aquelas que trabalham em escritório, sem realizar muito esforço físico, podem voltar ao emprego.

– Sensibilidade

A região pode ficar com a sensibilidade reduzida após a cirurgia. Mas ela retornará após a cicatrização (de aproximadamente 30 dias). A sensibilidade durante a relação sexual não será alterada.

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*Dr. Alexandre Kataoka é cirurgião plástico, médico perito concursado pelo Instituto de Medicina Social e Criminologia do Estado de São Paulo (IMESC). Também é membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Além de ser preceptor dos residentes do Serviço Prof. Dr. Oswaldo de Castro.

 

 

 

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Autor Coluna Sexologia

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