Atenção: biquíni molhado pode causar candidíase no verão!

As peças úmidas e o calor do verão facilitam a reprodução em excesso do fungo causador da candidíase

O uso de biquíni molhado por horas é um dos principais vilões da saúde vaginal no verão. O motivo está na combinação da umidade da roupa de banho associada às temperaturas altas da estação, que pode facilitar o desenvolvimento da candidíase. São sintomas da infecção ardência, coceira e corrimento esbranquiçado da vagina.

A candidíase é uma infecção causada na maioria das vezes pelo fungo Candida albicans. O micro-organismo geralmente está presente no microbioma vaginal sem causar incômodos. Porém, em condições de alta umidade e temperatura, reproduz-se em excesso, gerando problemas ginecológicos. Por isso, durante os períodos mais quentes – que devem se tornar ainda mais frequentes devido às ondas de calor intenso -, o ideal é evitar o uso da peça molhada por longos períodos. 

O ginecologista do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) e encarregado pelo Setor de Patologia do Trato Genital Inferior, Dr. Ilzo Vianna Júnior, aconselha a levar peças secas para substituir o biquíni molhado após os banhos de piscina e mar. “É aconselhável evitar o uso constante de tecido sintético e de absorventes diários, pois dificultam a ventilação da região genital e facilitam a reprodução do fungo. Outra dica é dormir sem roupas íntimas.”, explica. 

A Dra. Daniela Miyake, médica Ginecologista e Obstetra, chefe do Centro Obstétrico da Santa Casa de São Paulo, também recomenda :

  • Sabonetes Íntimos ou sabonete glicerinado infantil – Na hora do banho, utilizar sabonetes próprios para a higienização da região íntima ou glicerinados e destinados às crianças. Produtos com estas especificações, possuem um PH mais adequado para a região e são hipoalergênicos;
  • Não usar protetor diário – Ao contrário do que muitas mulheres pensam, o protetor diário pode prejudicar a saúde íntima, já que em dias quentes, abafa ainda mais a região e consequentemente, provoca o aumento de secreções e corrimentos;
  • Evitar o consumo exagerado de doces – Consumir doces em excesso provoca o desvio da flora intestinal, ou seja, altera o mecanismo de defesa do organismo e a atividade de bactérias benéficas para o corpo.

Também facilitam a ocorrência da candidíase condições como sistema imunológico debilitado, pacientes em tratamento com medicamentos imunossupressores, antibióticos e corticoides, além do diabete. 

O diagnóstico da candidíase é realizado a partir de exame ginecológico. A análise é essencial para identificar o fungo e descartar outras infecções ou doenças com sintomas semelhantes. O tratamento é feito com medicamentos antifúngicos e os incômodos são suavizados em poucos dias. 

Atenção! A candidíase não é considerada uma infecção sexualmente transmissível (IST). O problema pode ser desenvolvido por desequilíbrios de causas variadas no microbioma vaginal. Porém, quando o problema está sintomático, pode, sim, ser passado para o parceiro no sexo.

Autor Julianna Santos

Relações Públicas, atuante em assessoria de imprensa e gestão de conteúdo para internet. Pós graduada em Educação Sexual pelo ISEXP – Instituto Brasileiro de Sexualidade e Medicina Psicossomática da Faculdade de Medicina do ABC, atendeu a várias empresas e profissionais do ramo erótico de 2002 até atualidade, estando inclusive a frente da sala de imprensa da Erótika Fair de 2002 a 2010. Também é certificada em Inbound Marketing pelo HubSopt Academy.

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