Experiência Guiada em Fetiches: aprendendo na prática e com segurança

Você já imaginou o quão bom seria se houvesse uma autoescola para fetiches, só que ao invés de um carro, você aprendesse a dirigir os seus desejos sexuais? Essa é a proposta do inovador Playground para Adultos que acontece em todas as edições da Let’s Play, a festa fetichista mais inclusiva de São Paulo.

Dominação e submissão, impact play (“spanking”), shibari (bondage com cordas), podolatria, wax play (velas especiais), látex (especial edição sensorial) … Quem já cansou de ir a festas fetichistas e ficar só olhando, morrendo de vontade de participar dessas práticas mas não soube como interagir ou teve até receio de começar e parar no meio, ou de até gostar demais do que iria sentir, mas não saberia como lidar com essa descoberta?

Agora é sim possível você ir a uma festa onde o propósito é justamente esse: que você possa aprender no seu ritmo e com orientação de praticantes mais experientes como passear por esse universo de possibilidades com segurança e com muito prazer.

É o que tem acontecido na Let’s Play, a festa fetichista considerada como a mais inclusiva de São Paulo e, que por isso, também já tem se destacado como a maior da cena, pois recebe cerca de 400 pessoas a cada edição.

Um dos selos de festas mais bem sucedidos da Spicy Club, a Let’s Play acontece mensalmente na charmosa casa localizada em Moema, mas sempre com temas diferentes para ambientar e acolher a todes que querem explorar mais suas fantasias em um ambiente lúdico, moderno e confortável.

Nossa editora Paula Aguiar esteve na Let’s Play de novembro e ficou maravilhada com a dinâmica do evento que conceituou como “experiência guiada”: o playground.

Como funciona

O playground é um conjunto de espaços preparados com estrutura e acessórios onde players recebem, ensinam e jogam com o público interessado nas práticas.

Cada edição da Let’s Play tem duas anfitriãs que recebem quem chega, circulam pela casa para mostrar esses espaços, bem como apresentam as possibilidades de experiências fetichistas disponíveis.

Caso você queira experimentar essas práticas, os players desses espaços irão conversar com você antes de começar a mini sessão explicando como funciona, as sensações que você poderá sentir ou não, qual é o seu nível de experiência, expectativas, limites e irá combinar uma palavra de segurança, caso você queira mesmo prosseguir.

A partir do seu consentimento é começada a prática e a qualquer momento você poderá parar se assim desejar, pois cada pessoa tem o seu limite pessoal e ninguém irá te julgar por isso.

Durante a prática, o player não só irá encenar te guiando pela prática de forma envolvente, como também estará te observando e poderá até te perguntar, caso seja necessário, se você está se sentindo bem e confortável para garantir a segurança e o prazer na experiência.

Além do playground, a Let’s Play oferece de 3 a 4 performances inéditas e instigantes por edição, que sempre levam o público ao delírio.

Parece um sonho para você? Então para ficar bem claro que tudo isso já é uma realidade, fizemos uma entrevista exclusiva com a La Mandala, a mente criativa por trás da Let’s Play, escolhida por Fábio Leandro, CEO da Spicy Club e experiente gestor de entretenimento adulto para ser a promotora e embaixadora dessa festa. Confira:

1 – Como surgiu a ideia do playground da Let’s Play que é uma experiência guiada pelas práticas do BDSM?

Quando o Fábio Leandro, dono da Spicy, me pediu para idealizar uma festa que acolhesse as pessoas baunilhas*, eu pensei em oferecer a possibilidade delas experimentarem as práticas em espaços preparados com acessórios adequados e com pessoas que tivessem experiência e responsabilidade.

*baunilha: termo não pejorativo que refere-se às pessoas que vivem sua sexualidade de maneira convencional, sem fetiches, fantasias ou jogos BDSM

2 – Na sua opinião, como adepta do BDSM, como essa experiência guiada pode ajudar os iniciantes nessas práticas?

Acredito que o primeiro contato das pessoas com o playground geralmente seja como voyeur: as pessoas assistem e conseguem perceber que há comunicação, cuidado na realização das práticas, respeito aos limites estabelecidos e como fica evidente o prazer que ambas as partes têm.

Esse processo desmistifica muita coisa e o próximo passo costuma ser a pessoa se sentir confiante para experimentar aquilo que lhe apetece. A partir daí o céu é o limite!

3 – O que você mais escuta de retorno dos frequentadores da Let’s Play sobre o playground?

Durante e depois da festa o que eu mais escuto são agradecimentos muito entusiasmados! Eu sinto que as pessoas realmente ficam felizes com o que pode-se considerar um parque de diversões para adultos.

Um dos depoimentos que recebemos: “Festa sensacional superando as expectativas. O playground pra mim foi o ponto alto da festa. Me senti muito à vontade para experimentar tudo, fui muito bem acolhida e respeitada! “

Segundo dois players da festa, o que eles mais recebem de feed back é que o pessoal fica muito à vontade para fazer as práticas, se sentido acolhidos e orientados para poder fazer tudo com confiança. Principalmente no wax, o pessoal sai bem relaxado e já querendo mais. O retorno de pessoas que nunca tinham praticado impact, por exemplo, é que se surpreenderam o quanto é prazeroso. A princípio com algum receio, mas depois da prática, percebem que pode ser algo a se adicionar no repertório sexual deles.

4 – Quais os conselhos que você dá para as pessoas que se sentem atraídas pelas práticas, mas que ainda tem receio de experimentá-las?

Em primeiro lugar: vá à festa sabendo que não será obrigado a nada!

Ao chegar, procure a anfitriã de iniciantes que tem o papel de acolher e integrar quem ainda é inexperiente ou está desacompanhado. Também temos a anfitriã do playground que pode apresentar todos os espaços.

Comece observando e caso sinta vontade de experimentar, fale com o player. Ele vai perguntar qual é o nível de experiência, expectativas e limites. A partir daí ele vai explicar como funciona a prática e jogará com a pessoa.

As práticas oferecidas mudam um pouco a cada edição, assim como a equipe de players. Na próxima edição, que irá acontecer nessa sexta, dia 8 de dezembro, teremos:

– Dominação e submissão

– Impact play (jogos de impacto)

– Wax play (uso de velas especiais)

– Podolatria

– Glory hole

O playground funciona da meia noite às 2hs e recomendamos que as pessoas procurem chegar cedo para aproveitar ao máximo.

5 – Você acredita que sentir prazer nas práticas já é um sinal de que a pessoa seja fetichista ou pode ser apenas uma vivência casual?

Nossa, boa pergunta!

Acredito que uma pessoa baunilha pode sentir prazer por exemplo com o estímulo que a vela escorrendo faz na pele durante o wax play, mas ela pode não sentir muita vontade de incorporar essa prática à sua vida sexual então pode sim ser algo casual.

De qualquer maneira, acho que o importante é a pessoa se divertir, se sentir bem e adotar o termo que mais lhe servir naquele momento, sem muitas preocupações semânticas.

Outra coisa é que o interesse erótico por objetos, partes do corpo ou situações pode ir mudando à medida que a pessoa experimenta e principalmente de acordo com a dinâmica das relações vividas. Não é incomum a pessoa iniciar se identificando como submissa e depois de um tempo se submetendo, começar a ter interesse em dominar e a partir daí se identificar como switcher.

O nosso lema é: experimente tudo o que tiver vontade. Se for bom, replay!

A próxima edição da Let’s Play é Glow e acontece nessa próxima sexta, dia 08 de dezembro na Spicy Club, a partir das 22h.

Serviço:

Spicy Club – Alameda dos Pamaris, 42 – Moema – São Paulo – SP

Censura: 18 anos

Formas de pagamento: Aceita todos os cartões de crédito, débito ou dinheiro

Valet parking na porta (R$ 40,00)

Chapelaria (R$15,00)

Informações e ingressos antecipados acesse www.spicyclub.com.br

Edição Glow – dress code sugerido (não obrigatório): brilho, lantejoula, strass, purpurina, glitter, luzes/led, metal, látex e vinil

Saiba mais sobre a Let´s Play em www.instagram.com/letsplayfesta

Autor Julianna Santos

Relações Públicas, atuante em assessoria de imprensa e gestão de conteúdo para internet. Pós graduada em Educação Sexual pelo ISEXP – Instituto Brasileiro de Sexualidade e Medicina Psicossomática da Faculdade de Medicina do ABC, atendeu a várias empresas e profissionais do ramo erótico de 2002 até atualidade, estando inclusive a frente da sala de imprensa da Erótika Fair de 2002 a 2010. Também é certificada em Inbound Marketing pelo HubSopt Academy.

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