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Dia do swing: conheça os mitos e verdades sobre a prática

Dia 10 de agosto comemora a prática; Brasil tem mais de 19 milhões de adeptos. Veja como se descobrir como swinger e por onde é o melhor caminho para começar.

Muita gente não sabe, mas o dia 10 de agosto comemora o swing. Não se sabe ao certo a origem da data, mas é fato que o assunto gera muita curiosidade. Para começar, é importante saber que ele é mais que uma prática do sexo liberal, é um estilo de vida não monogâmico, no qual os casais concordam em participar de atividades sexuais com outras pessoas fora do relacionamento.

Geralmente, isso envolve a troca de casais ou encontros casuais com outras pessoas, seja em eventos específicos, festas ou encontros particulares. 

É importante destacar que a troca de casais é uma prática consensual, escolhida livremente pelos casais participantes e não deve ser confundida com traição ou infidelidade.

Por onde começar

Uma das maneiras bastante comuns para quem está buscando entrar no meio liberal é pela internet, em sites especializados, como Sexlog, que reúne mais de 19 milhões de cadastros e aplicativos como o Ysos, que acumula 1,4 milhão de pessoas em todo o Brasil.

Há também clubes e baladas liberais que promovem eventos para inciantes. Um bom exemplo é a Spicy Club, em São Paulo que mensalmente recebe a Camila do Voluptas Society para ministrar uma palestra sobre como iniciar no meio liberal, como desconstruir o ciúme, qual a responsabilidade do casal, cumplicidade, ética liberal, regras do meio, etc.

Apesar de ser gratuita, essa palestra faz parte do “Projeto #swingersdobem | Vamos falar sobre o mundo liberal e ajudar quem precisa” e, por isso,  solicita aos participantes a doação de 1kg de alimento não perecível.

Quem for na palestra, ganha VIP para a balada liberal das 22h, um noite com a participação especial dos membros da Voluptas Society e que no próximo dia 19 de agosto terá como tema “Game of Thrones” com show da banda Taberna Folk (Lembrando que nesse dia será cobrado couvert artístico da banda mesmo para quem entrou com VIP).

Além disso, a Spicy Club tem outros variados temas de eventos liberais, inclusive também voltados para o público LGBTQIAPN+ e fetichista. O mais inovador de todos tem sido o Happy Hour Fantasias Ocultas, realizado toda sexta feira, a partir das 17h, para o aprendizado das pessoas que estão começando a colocar em prática fetiches mais sensuais como Cuckold, Gang Bang, Hot Wife, Bukkake, BDSM, Exibicionismo, Pegging, Squirt DP, Tribadismo, Podolatria, Voyeurismo. 

(Veja programação completa aqui)

Mesmo sendo um tema cada vez mais explorado na mídia e nas redes sociais, o assunto ainda levanta muitas dúvidas e gera curiosidade. Por isso, separamos alguns mitos e verdades sobre a troca de casais. Confira:

O swing não tem regras – Mito

Esta é uma crença muito comum sobre a prática, quando, na verdade, este estilo de vida geralmente envolve acordos específicos, regras e respeito mútuo entre todos os participantes. A comunicação aberta é essencial para o bem-estar de todos e, obviamente, o consenso é obrigatório.

É possível praticar de forma discreta – Verdade

Muita gente não sabe como começar no meio liberal e tem medo de ser exposto. Mas, a verdade é que é possível conversar com outras pessoas de maneira anônima e sem mostrar o rosto nos sites e aplicativos. E, só depois de muita conversa marcar um encontro. A discrição também vale para as casas de swing, onde não é permitida a entrada de celulares e as pessoas mantêm sigilo sobre o que acontece por lá.

Apenas casais com problemas no relacionamento participam – Mito

Este é um engano muito comum e não reflete a realidade. O que acontece é justamente o contrário. A troca de casais pode, sim, apimentar a relação, mas não é o que salvará o casamento. Para que todos se sintam confortáveis e não haja qualquer problema depois, é preciso que ambos tenham plena consciência do ato e confiança em si mesmo e nos outros.

Praticantes não cuidam da saúde – Mito

Achar que os swingueiros não tomam cuidado com a saúde é um grande engano. Pelo contrário, os casais liberais tendem a ter muita consciência sobre a prevenção de ISTs, fazendo exames recorrentes e utilizando preservativos.

Eu posso dizer não – Verdade

Se você idealizou todo o momento, estava com vontade, mas quando chegou a hora H não se sentiu confortável, não tem problema! Ao sinal de qualquer situação desagradável, comunique que não está à vontade e prefere parar por ali. Lembre-se sempre de que tudo é permitido, mas não obrigatório.

É apenas para pessoas mais velhas – Mito

Este também é um engano muito comum. Não existe uma faixa etária específica e pessoas de diferentes idades podem estar envolvidas, basta querer.

Posso só olhar – Verdade

Em muitas casas e festas liberais é comum que muita gente queira apenas observar, esta prática é conhecida como voyeurismo. Há também o fetiche do cuckold, um fetiche muito comum em que o homem apenas observa sua esposa tendo relações com outro homem.

Autor Julianna Santos

Relações Públicas, atuante em assessoria de imprensa e gestão de conteúdo para internet. Pós graduada em Educação Sexual pelo ISEXP – Instituto Brasileiro de Sexualidade e Medicina Psicossomática da Faculdade de Medicina do ABC, atendeu a várias empresas e profissionais do ramo erótico de 2002 até atualidade, estando inclusive a frente da sala de imprensa da Erótika Fair de 2002 a 2010. Também é certificada em Inbound Marketing pelo HubSopt Academy.

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