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Black Friday: as melhores dicas para quem compra e para quem vende

Próxima sexta, dia 26 é Black Friday e as melhores ofertas do ano sempre ficam concentradas nesse dia, veja as dicas de especialistas para aproveitar essa oportunidade.

De acordo com um levantamento da Neotrust/Compre&Confie, a data movimentou R$ 5,1 bilhões em 2020, atingindo um valor 31% superior em comparação a 2019. 

“Vale lembrar que os mais de 13 milhões de brasileiros que estrearam nos caminhos do e-commerce no ano passado, forçados pela pandemia, estão hoje mais confiantes. Em 2020, compraram R$ 6 bilhões, de acordo com dados da Ebit/Nielsen, e ultrapassaram a barreira dos primeiros cadastros on-line. Também experimentaram novos meios de pagamento. Portanto, hoje, um ano mais tarde, é certo que se arriscarão a comprar um maior número de itens e produtos de valores mais expressivos” avisa João Lee é sócio fundador da startup Simplex, especializada em aumento de tráfego e conversão de vendas on-line.

“O consumidor se acostumou a pesquisar e comparar preços, assim como checar a credibilidade do vendedor, o histórico do site e as avaliações dos clientes, que devem ser encaradas como fator decisivo na hora de concluir a compra”, confirma Rodrigo Maruxo, especialista em Business Excellence, consultor, professor e palestrante

Em datas como essas, é importante que os consumidores não se deixem levar apenas por valores baixos demais – se deve sempre ter cuidado na hora das compras e saber seus direitos.

De acordo com Rubens Leite, sócio-gestor do RGL Advogados, nessa época do ano é comum ouvir reclamações tanto de consumidores como das próprias empresas. “Os consumidores podem ter impasses com falsas promoções, ou até mesmo serem atingidos por problemas na hora de efetuar o pagamento do produto. Já para as empresas, a Black Friday é um momento que gera aumento nas vendas, entretanto, algumas companhias reclamam que não há incentivo tributário para que haja um subsídio desse desconto. Dessa forma, se prejudicam pois a margem de lucro está sempre no limite e o preço, consequentemente, não pode ser muito baixo. Mas, em geral, acabam vendendo mais, sendo considerado um movimento bom para a economia”, explica. 

Além disso, é importante que os consumidores entendam e fiquem por dentro de todos os seus direitos garantidos pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). “Essa é uma Lei que traz a obrigação das empresas de criar um sistema de proteção das informações pessoais dos consumidores, que geram a possibilidade de identificação das pessoas. Isso é um direito à privacidade. Essa atenção deve ser redobrada em uma época como a Black Friday, onde o consumo de mercadorias tende a aumentar. As empresas precisam se preparar para a data, e informar seus consumidores sobre a finalidade da coleta de dados pessoais e o mesmo precisa se atentar e decidir se quer ou não informar os seus dados. Caso contrário, isso pode gerar um problema judicial”, complementa o advogado.

Veja as dicas dos 3 especialistas tanto para quem vende quanto para quem compra na Black Friday 2021 

1. O consumidor precisa se proteger

Antes de efetuar uma compra online, é importante que o consumidor verifique se o site oferece informações sobre a empresa, se tem certificado de segurança, se possui telefone para contato caso dê algum problema com a compra. Esses são direitos clássicos. 

2. Concorrência desleal

Esse é um problema comum durante a Black Friday e é preciso que as pessoas comecem a prestar atenção. 

“O crime de concorrência desleal está previsto na lei de propriedade industrial, a partir do artigo 195. A lei diz que comete crime quem publica falsa informação do concorrente com o objetivo de obter vantagem, quem faz uso de expressões e propagandas com o intuito de induzir o consumidor ao erro. É necessário que as empresas se protejam para não perderem esse volume de vendas que é a Black Friday”, ensina Rubens

3. Site fora do ar

“Em dias de Black Friday é possível estarmos diante de variações como um salto de 100 mil visitas em um dia para 90 mil visitas em apenas uma hora. Moral da história? Procure saber, desde já, quais são os horários de maior procura do seu site para se preparar para o pior/melhor cenário do que virá a ser a demanda durante a principal semana do varejo on-line. Contrate, a priori, servidores na nuvem pensando sempre no pico do tráfego que poderá receber. Estamos falando da loucura que ocorrerá dia 25 de novembro, quinta-feira à noite, véspera da Black Friday, e na própria sexta, dia 26, pela manhã. De que adianta conseguir, com muito esforço, chegar a ser o primeiro do ranking do Google e a sua página cair por falta de link ou de servidor?” alerta João Lee.

4. Cuidado com a fraude 

“Pessoas de má índole realizam falsos descontos, vendendo produtos ‘pela metade do dobro’. Por isso, o indicado é pesquisar os preços a partir de agora, antes de efetivar a compra. Assim, o consumidor nota, realmente, quem é sério e quem se aproveita para surfar a onda do jeito errado” avisa Rodrigo.

5. Black Friday omnichannel 

“Online e o offline precisam caminhar juntos. Observe se as ofertas valem tanto para lojas físicas quanto virtuais, é importante analisar as possibilidades e as experiências de compra. O consumidor precisa enxergar vantagens em todos esses aspectos” finaliza Rodrigo que preparou um e-book gratuito com dicas para os varejistas conseguirem margens lucrativas para os negócios.

O e-book “7 Pilares para uma Black Friday de sucesso” ensina como montar a estratégia de vendas: planejamento, comunicação, comercial, logística/transporte, atendimento, tecnologia e equipe.

Autor Julianna Santos

Relações Públicas, atuante em assessoria de imprensa e gestão de conteúdo para internet. Pós graduada em Educação Sexual pelo ISEXP – Instituto Brasileiro de Sexualidade e Medicina Psicossomática da Faculdade de Medicina do ABC, atendeu a várias empresas e profissionais do ramo erótico de 2002 até atualidade, estando inclusive a frente da sala de imprensa da Erótika Fair de 2002 a 2010. Também é certificada em Inbound Marketing pelo HubSopt Academy.

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